Campo Grande registra alto volume de chuva desde quarta-feira (13), acumulando 150,8 milímetros em três dias, praticamente o total esperado para um mês inteiro. Os dados são do Cemtec/ Semadesc e ajudam a dimensionar a intensidade das precipitações que atingiram o município.
No primeiro registro que compreende 24 horas, divulgado na quarta-feira (12), tendo como horário-base às 8h50, foram medidos 94,4mm de chuva. Na sequência, na quinta-feira (13), foram contabilizados mais 44 mm.
Já nesta sexta-feira, às 15h50, o Cemtec apontou que nas últimas 12 horas havia chovido 12,4 mm. Contados de forma retroativa, este intervalo poderia se sobrepor à análise do dia anterior, no período da madrugada.
Entretanto, dados de diversos outros centros meteorológicos, como o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) apontam que não choveu na madrugada, de forma significativa, em Campo Grande.
Com isso, pode-se dizer que o volume total acumulado nesses três dias chega, de fato, a 150,8 mm. Este número expressivo já se aproxima da média histórica esperada para o mês de novembro, como explicou o meteorologista do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), Vinicius Sperling.
Ele explicou ao Jornal Midiamax que a média histórica de chuva para novembro em Campo Grande é de 163,9 mm, considerando o período de referência entre 1981 e 2010. “Em apenas dois dias, choveu mais de dois terços do total esperado para o mês inteiro”, explica.
E vem mais chuva
Com quase todo o mês de novembro concentrado em apenas três dias, os efeitos têm sido sentidos em toda a cidade, com alagamentos, interrupções de vias, aumento de enxurradas e transtornos para moradores e motoristas.
A previsão, segundo o Cemtec, é de que novas áreas de instabilidade sigam influenciando o tempo nos próximos dias, com fim de semana de muita nebulosidade e chuva, acompanhada de raios e rajadas de vento em todo o Estado.
Na segunda-feira (17), uma frente fria avança e intensifica as instabilidades. Por isso, haverá chuva mais generalizada e, localmente, acompanhada de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo.
Segundo o Cemtec, isso acontecerá devido a um intenso transporte de calor e umidade da região amazônica. Os acumulados de chuva podem superar 40 milímetros/hora, principalmente nas regiões sul, sudoeste e sudeste do Estado.










